13:36, 18 jun 2015

A Educação no contexto dos Parques Econômico-Ambientais

Por Adão Francisco de Oliveira Foto: Ascom/TO

Apesar de não gozar dos melhores indicadores sociais, econômicos e culturais no ranking das unidades federativas brasileiras, o Estado do Tocantins é, contraditoriamente, um território significativamente rico do ponto de vista do seu patrimônio histórico, cultural e paisagístico-ambiental. São cidades históricas, serras e chapadas, cachoeiras, rios e lagoas, plantações e terras férteis, biodiversidade do Cerrado e da Floreta Amazônica no contexto do ecótono, tradições, festejos e temporadas. Várias situações coadunam para que o seu povo desenvolva atividades produtivas baseadas nas potencialidades ambientais e turísticas. Contudo, historicamente tem faltado a sensibilização para que se perceba as possibilidades ao redor, a formação técnica para a organização produtiva e os investimentos públicos necessários para o seu fomento.

A partir das oito microrregiões homogêneas identificadas pelo IBGE, as políticas públicas no Tocantins encontram um guia preciso para a orientação de seu planejamento integrado e estratégico, articulador de áreas afins e otimizador dos recursos que são, em regra, escassos. Para tanto, um importante instrumento nessa articulação é o programa de Desenvolvimento Regional apresentado pelo governador Marcelo Miranda na formulação de seu Plano de Governo, intitulado “Parques Econômico-Ambientais”. Organizado no tripé Meio Ambiente – Turismo – Desenvolvimento Econômico, que são as áreas políticas que melhor retratam a força endógena para um desenvolvimento de baixo para cima, pautado na economia local e popular e na organização social, as demais áreas políticas orbitam ao seu redor. Esse movimento gera uma sinergia de políticas públicas focadas na produção de alternativas que promovam o desenvolvimento socioeconômico e cultural a partir dos contextos regionais do Estado.

No caso da Educação como política pública na órbita daquele tripé, o que estamos propondo é a implementação da Educação Integral e Humanizada. Acreditamos que a escola, ainda no seu modelo tradicional de organização e desigual no seu processo sócio educacional, tem falhado inclusive no único foco de sua atuação: o desenvolvimento intelectual-cognitivo dos seres em formação. Assim, a nossa política educacional visa valorizar o ser humano no processo de escolarização permitindo-lhe a incorporação e/ou potencialização de outras dimensões formativas, quais sejam: a lúdico-artística, a emocional-afetiva, a físico-motora, a profissional-laborativa e a científico-acadêmica. Isso será possível mediante um processo de ressignificação curricular, no qual poderemos incorporar ao currículo novas áreas de conhecimento, redimensionar o tempo e o espaço da escola e despertar os educandos para as manifestações artísticas, para o desporto olímpico, para a pesquisa científica e para o trabalho organizado com base nas características regionais.

Nesse último caso, o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional deverá oferecer cursos técnicos que qualifiquem as pessoas a se organizarem nas regiões do Estado, sendo que algumas possibilidades são: a Agroecologia, a Agroindustrialização, a Mineração, a Hotelaria e Turismo e a Gestão de Arranjos Produtivos Locais. Assim, a Educação cumpre o seu papel no desenvolvimento socioeconômico e cultural do Tocantins. Sigamos juntos; pra frente!

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Adão Francisco de Oliveira é doutor em Geografia e secretário de Estado da Educação do Tocantins. Endereço: Esplanada das Secretarias, Praça dos Girassóis, Palmas – TO. E-mail: gabinete.seduc@gmail.com. Telefone: (63) 3218-1406.

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